domingo, 23 de outubro de 2011

I Mostra de Ciências da UFMG


Título do Trabalho: O MEIO AMBIENTE E A CULTURA POPULAR DO SABÃO DE ÓLEO
Nome dos autores: Rodrigo, Tiago e Janaína
Instituição: Escola Estadual Assis Resende

Introdução

Num único ponto do espaço, uma “Sopa Cósmica” de poeira e gás se contraia devido à força gravitacional. Trocas de substâncias; reações... Com grande velocidade de rotação, aumentava de tamanho. Mais tarde, tal sopa, teria um núcleo esférico que daria origem ao sol e... “Big Bang”, a Química já se fazia presente, e assim surgiu o sistema solar... Onde vivemos é claro.
Ao contrário do que se imagina, a Química está além das fronteiras dos laboratórios e salas de aula: A Filosofia, mãe das ciências? Qual foi mesmo a primeira indagação dos antigos filósofos? -“Qual a origem do homem?”. A origem do homem... As teorias atuais em relação à tal assunto não seriam “substâncias puras” do meio da Química? Alguma outra ciência poderia explicar tal fenômeno melhor?... Não menosprezando as outras ciências é claro. Mas, ao parar para pensar, seja na Física, Geografia ou Biologia... A Química está sempre presente! Pode-se dizer que a Química é a ciência que mais está em “intertextualidade” com outras ciências. E, com tantas fronteiras ultrapassadas, não era de se esperar que a Química fosse também a ciência mais presente no dia a dia.
Apenas o ato das descobertas químicas ao longo dos milênios já é uma prova concreta da afirmação anteriormente aqui citada. O ser humano se adapta de acordo com suas necessidades, isso é fato desde a sua origem. Questionar, descobrir, deduzir... Se a Química não se fizesse presente, não haveria a necessidade de descobrir. Os grandes cientistas não acordaram simplesmente insanos, da noite para o dia, querendo descobrir algo. O que os estimulou a buscar tais descobertas foi justamente a presença da Química em seu dia a dia.
E, foi justamente a “abundância” da química no dia a dia que estimulou a equipe autora do presente trabalho a optar, durante realização desse, pelo tema “Investigativo”, com o objetivo de participar da “I MOSTRA DE CIÊNCIAS DA UFMG”.
Após optar pelo tema investigativo, a equipe procurou por uma “incógnita” que pertencesse aos seguintes “conjuntos”- “um problema atual, global e muito discutido”, “ato presente na vida de todas as pessoas, sem exceção” e “tema com solução básica, porém pouco divulgada”. Logo, não foi difícil resolver o problema, a “incógnita” encontrada foi “O MEIO AMBIENTE”:
Vivemos num mundo capitalista onde é necessário construir para progredir, e consequentemente modificar o meio onde se vive. Contudo, vem-se confundindo progresso com devastação, principalmente a devastação da água (que apesar da simplicidade em relação à sua composição química é vital e valiosa) e do solo.
Pensando em algo que se relacionasse de maneira clara e ampla com a devastação do meio ambiente e em algo cuja possível solução estivesse diretamente ligada à cultura local da equipe, optaram pelo tema “reciclagem do óleo de cozinha”. Já que este está presente em todos os domicílios, é um produto usado constantemente todos os dias e é mais maléfico do que parece.

Segundo reportagens, livros e palestras relacionados à medicina, “deve-se evitar frituras, óleos e gorduras durante a alimentação”. Porém, pesquisas revelam que “tais substâncias prejudicam muito mais o meio ambiente do que a saúde humana em si”. Segundo o engenheiro químico Marcelo Morgado, “consume-se no Brasil cerca de 15 litros de óleo por pessoa durante um ano. Esse, despejado nos ralos das pias, acumula outras partículas, entupindo as tubulações de esgoto causando ‘refluxos’ (volta do esgoto para as casas causando inúmeras doenças)”. E, não acaba por aí. Segundo ambientalistas, “ao chegar aos rios e mares, o óleo, devido à sua densidade menor que a da água, fica na superfície impedindo assim a entrada de oxigênio, causando a morte de várias espécies”. Levando em consideração que de acordo com pesquisas recentes “1 litro de óleo contamina 20000 litros de água e que atrapalha a oxigenação de 1000000 de litros dessa”, é de se espantar. E, como se não bastasse, o “óleo impedi a absorção de água pelo solo causando enchentes”.

Enfim... A solução para tais problemas é fácil, prática e útil: Na pequena cidade de Resende Costa, interior de Minas gerais, onde residem os autores do presente trabalho, é comum encontrar nas casas o “SABÃO DE ÓLEO”:

SABÃO DE ÓLEO, CORTADO EM BARRAS.

Um produto útil, ecológico, acessível, fácil de fazer, diretamente ligado à cultura local, diretamente envolvido com a química... Não haveria tema melhor para a equipe acolher. O objetivo da equipe se tornou claro: Como e quando surgiu o sabão de óleo? Há uma reação química aí presente é claro. Mas... Qual?

Metodologia
Devido ao fato de perceber que parentes, amigos e vizinhos utilizavam o sabão de óleo, a equipe adotou como principal método de pesquisa relatos e entrevistas.
Para uma abordagem química, a equipe optou por utilizar a pesquisa virtual.

Resultados Obtidos
Durante as entrevistas realizadas pela equipe foram efetuados fotos e vídeos mostrando a produção manual do sabão, dados reservados para a possível apresentação presencial, caso o presente trabalho seja selecionado.
Segundo os relatos e pesquisas não se sabe exatamente quando surgiu o sabão. “Não sei dizer quando começou isso. A gente faz o sabão desde que me entendo por gente. Mas sei que antes do sabão de óleo, agente fazia o de cinzas”. Diz a avó de um dos autores do trabalho.
Em relação ao sabão de cinzas obteve-se algum resultado: Surgiram na antiga Babilônia por volta de 2800 a.C. (Blog; Líria Alves, Graduada em química).
Os dois sabões são práticos e baratos de fazer. Com eles a gente lava roupa, louça, o chão... O de cinzas, até dá pra tomar banho. O sabão de cinzas é muito bom, deixa a roupa bem branquinha”. Diz um dos entrevistados.
A Seguir a receita dos dois sabões:
1- Sabão de Cinzas
Materiais necessários:
·10 Kg de Sebo
·5 Kg de Cinzas
·10 litros de Água
Procedimentos:
Derreta o sebo em fogo lento até ficar uniforme. Ferva as cinzas junto com a água por 4 horas. Deixe a cinza assentar e use a água para juntar com o sebo. Mexer bem. Colocar em formas. (Blog; Líria Alves, Graduada em química).
Já é possível, no procedimento anterior, perceber um método químico de separação de mistura sólido-líquido: a sedimentação das cinzas no fundo do recipiente com água seguida da “decantação”, ao transferir-se cuidadosamente a água para outro recipiente.

2- Sabão de Óleo
Materiais necessários:
·5 litros de Óleo de Cozinha Usado
·2 litros de Água fervente
·1 Kg de Soda Cáustica
Procedimentos:
Desmanchar a soda cáustica em água fervente e acrescentar o óleo. Misture tudo por 30 minutos sem pausas. Despejar em fôrmas e cortar em barras quando a mistura estiver sólida. (Receita de um dos entrevistados).
Após a coleta dos presentes dados a equipe ainda não se deu por satisfeita. Percebe-se que tanto o sabão de cinzas quanto o de óleo foram descobertos através de observações dos povos antigos. Esses, não tinham conhecimento da química, mas a aplicavam.
A equipe percebeu que nas duas receitas havia algo em comum: gordura e um meio básico (cinzas ou soda cáustica). Logo, como dito na metodologia do presente trabalho, os autores optaram pela pesquisa virtual:
Óleo ou Gordura + Base → Glicerina + Sabão
A equação encontrada na pesquisa é a “reação de Saponificação”. Óleos e gorduras são ésteres (sofrem reação de hidrólise ácida ou básica). A hidrólise ácida produz glicerina (álcool líquido e incolor) e os ácidos graxos constituintes. Já a hidrólise básica produzirá a glicerina e os sais desses ácidos graxos. Tais sais são denominados de “Sabão”.
Conclusão

Não há muito que se concluir, afinal é um experimento simples e de fácil compreensão. Porém fazê-lo, é um ato grande: A urgência da preservação do meio ambiente se faz constante... Se, é preciso produzir lixo, indispensável é separá-lo, reutilizá-lo e se possível, reciclá-lo. A vida é uma bênção... Progredir, é preservá-la. Uma boa maneira de fazer isso? O Sabão! E com o ato, aprenda um pouco da Química, presente em nossas vidas.

                                              Bibliografia

Blog, ALVES Líria.
WWW.quimicasimples.com.
Escola Viva, O tesouro do Estudante. Programa de pesquisa e apoio escolar, Nível Fundamental e Médio.

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